on Cemiterio de navios / Ship cemetery
No dia 10 de julho, um domingo, ele foi avistado passando pela cidade de Mostardas rumando para o sul.
Na época, um navio moderno e luxuoso, um grande número de pessoas, apesar do mau tempo, se reuniu na praia do Cassino para ver a chegada do navio na manhã da segunda-feira, 11 de julho.
Vinha contornando a costa a uma distância razoável, tendo em vista a forte rebentação que se fazia a três milhas fora dos bancos de areia e chegou à barra por volta das duas da tarde do dia 11. O tempo estava escuro, mas não a ponto de não ser avistado. Assim, a estação de praticagem o avistou uma hora e meia mais tarde, tendo sido mandado a seu encontro a lancha São Leopoldo, para que a praticagem soubesse de seu calado. Nesse ínterim, sobreveio forte cerração e o navio se perdeu de vista, tendo a lancha retornado ao seu ancoradouro na povoação da Barra. Depressões barométricas indicavam tempestade.
Às nove horas da noite, caiu um forte temporal, com o vento "carpinteiro" fortíssimo, soprando de SSE, e que se prolongaria até às duas horas da madrugada seguinte, vindo a se repetir com mais intensidade por volta das quatro horas da madrugada do dia 12 de julho. O navio, que estava aproximadamente quatro milhas para fora da barra, não resistiu à força da natureza e sucumbiu entre as ondas gigantes que o atacaram.
A tempestade daquele dia foi tão terrivel, que além do Rio Apa, quatro outros barcos viriam a naufragar.
Todos os cerca de 126 passageiros e tripulação perderam a vida. Foi o pior naufrágio da costa Gaúcha e foi um dos motivos que levaram a construção dos molhes na barra da lagoa dos Patos.
- parte do texto vem do wikipedia -
ps: o navio da foto nao é o Rio Apa, mas outro da mesma época, de comprimento e deslocamento semelhantes.